De acordo com a Universidade do Futebol, o massagista é um especialista que concentra sua ação nas massagens e tem a responsabilidade de dar as primeiras assistências aos atletas nos locais de treinamentos e jogos. Seu principal trabalho para com o atleta é acelerar o processo de recuperação, além de reduzir a fadiga, as tensões musculares e articulares e, dia 25 de maio, é o Dia do Massagista, data que deve ser celebrada e o Nacional Futebol Clube parabeniza o profissional Paulo da Cunha, o Paulinho, que com muita dedicação veste a camisa azulina e atende com presteza nossos guerreiros.

Como forma de agradecimento, o clube conta a história desse gaúcho que “perde o amigo, mas não perde a piada” e leva alegria por onde passa.

Foi inevitável não dar um apelido a Paulinho, de tanto ele usar um expressão comum na sua região, ele recebeu carinhosamente o nome de “Chê”.

O nosso “Chê” é natural de Santa Cruz do Sul, lá ele deixou a esposa e sua filha de 12 anos. Ele conta que o maior obstáculo para essa profissão é a saudade que sente de toda família que residente no Sul do país.

Apaixonado por futebol, ele começou a carreira no futsal, mas também já atuou no basquete e somente depois ingressou no futebol de campo. Paulinho é dedicado à profissão, por isso, investe na formação profissional, ele é massoterapeuta de diploma, socorrista do SAMU, e chegou a cursar fisioterapia, mas por motivos pessoais não concluiu, mas pretende. Participa também de congressos de medicina, quando tem oportunidades.

No início do mês de maio, Paulinho acrescentou mais um curso de ‘peso’ para seu currículo, fez o FIFA 11+ oferecido pela própria FIFA.

Sobre o dia 25 de maio, ele declara ser uma data importante, não apenas para ele, mas toda a categoria. “Esta data é muito importante não só para mim, mas para todos nós, porque massagista é uma das profissões mais antigas do esporte”, disse.

Paulinho faz questão de falar da Associação a qual faz parte e que de acordo com ele é de suma importância para a categoria.

“Foi uma grande conquista ter nossa própria associação, a Associação dos Massagistas do Esporte Brasil (AMEB). Com essa associação estamos ficando cada vez mais fortes”, ressalta.

Onde tudo começou

Ainda jovem, ele praticava futebol amador, mas sempre que podia acompanhava os treinos do Avenida. Até que um dia, Tiago Oliveira, na época jogador de futebol o convidou para ajudar o treinador Beto Campos, um dos principais incentivador para que Paulinho investisse na carreira de massagista.

Com a curiosidade e paixão pelo esporte não demorou para que Paulinho começasse a surgir no meio profissional. O Massagista é um profissional tão importante quanto o fisioterapeuta, um depende do outro e no todo formam uma equipe que levam clubes a grandes conquistas.

Único na família a atuar na área esportiva e da saúde, ele conta como foi sair de 8º negativos para os 35º de Manaus.

“Quando o Nacional foi jogar Copa do Brasil contra o São Luiz, eu fui convidado a atuar pelo clube nesta partida. Sempre mantive contato com algumas pessoas do clube, o Claudio Silva é uma delas. No ano passado, eu estava no Luverdense, recebi o convite, apesar de ser longe de casa é trabalho e a gente que é profissional não quer ficar parado. É bom ser lembrado”, ressalta.

Aos 38 anos de idade, ele possui uma vasta experiência na área e já atuou em várias locais, como, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso e agora no Amazonas.

Em Manaus, apesar do calor, Paulinho não abre mão de seu companheiro, o chimarrão.

chima

“Com minha profissão já conheci vários lugares do Brasil, cada um mais lindo que o outro, assim como é aqui em Manaus, mas sempre carrego comigo meu companheiro, esse eu não largo, meu chimarrão”, revela sorrindo.

O “Chê” sabe da responsabilidade que ele e seus companheiros têm a frente do Nacional e não hesita ao ser questionado sobre a vontade de conseguir o acesso.

“Todos nós viemos para cá com esse compromisso. Deixamos nossas famílias em busca de progredir na profissão e claro dar um futuro melhor aos nossos filhos. Então, o objetivo do Nacional é nosso objetivo. A vontade da torcida é a nossa vontade. Cada palavra de incentivo faz diferença até para mim que só entro em campo quando sou autorizado, imagina para os jogadores que estão lá, lutando. Vamos conseguir o acesso esse ano”, afirma.