Aos 29 anos, José Carlos de Magalhães Paulino, o Cal, chega ao Amazonas para defender o manto azulino. Para ele, mais um desafio de tantos que já enfrentou, com um diferencial, quer dar continuidade à carreira que começou no Arapiraca FC e o levou a um acesso à Série B do Campeonato Brasileiro.

O alagoano é um dos jogadores mais experientes do atual elenco nacionalino e tem no currículo, os oito anos consecutivos defendendo o Asa.

Onde tudo começou

O garoto nordestino que sonhava em ser jogador de futebol, desde o início contava com dois torcedores apaixonados, o pai e a mãe. Agricultores, D. Maria Salete de Magalhães e senhor José Paulino da Silva, se esforçavam para cuidar de Cal e mais quatro filhos. O caçula, que tinha a bola como companheira inseparável, se inspirava no capitão Dunga e no meia Junino Pernambucano para alcançar seu objetivo.

 “Tive um início de carreira não muito fácil. Mas meus pais sempre me incentivavam. Como a maioria dos garotos eu tinha meus jogadores preferidos, no meu caso eram o Dunga e Juninho Pernambucano. Comecei com 15 anos num clube lá da cidade de Arapiraca, depois passei uma temporada no Itabaiana/SE, mas retornei a Alagoas para defender o Coruripe, onde fui campeão alagoano, até firmar no Asa”.

Como jogador profissional, Cal fala da carreira com orgulho, ressalta o tempo que passou no Asa e garante que vai escrever sua história no Leão da Vila Municipal.

“Todo mundo sabe que minha carreira foi no Asa, onde passei oito anos no clube. Lá conquistamos três estaduais, um acesso à Série B e um vice-campeonato brasileiro. Tenho muito orgulho de tudo o que vivi, não só lá, mas pelos outros clubes que passei. Aqui no Nacional teremos uma oportunidade para fazer uma grande temporada e conquistar bons resultados. Assim como eu fiz uma história bonita no Asa espero poder reescrever aqui também. Estou muito feliz pela oportunidade”, revela.

A derrota fora dos gramados

Há dois anos, o senhor José Paulino da Silva, pai do jogador, foi vítima de um infarto fulminante. Para o caçula, a pior derrota de sua vida. “O momento mais difícil da minha carreira foi quando perdi meu pai, uma pessoa em quem me espelhava muito. Mas Deus sabe das coisas. Tenho que seguir por mim, pela minha família e por ele que tanto me incentivava”, resume.

No Mais Querido

Cal agradece ao treinador Heriberto da Cunha pelo convite em defender o Mais Querido. Ele lembra que já enfrentou o Nacional quando jogava no Asa e acredita que o empenho do treinador e confiança no elenco vai conseguir alcançar os objetivos.

“Fiquei muito feliz quando recebi o convite de defender as cores do Nacional, do treinador Heriberto. Ele um grande profissional e mostrou o respeito que tem pelo clube e todo mundo sabe que o foco do ano que vem é o acesso à Série C, mas também não deixaremos as outras competições de lado. Já tive uma oportunidade de jogar contra o Nacional em 2010, pela Copa do Brasil, defendendo o Asa. É um clube grande do futebol brasileiro que todo jogador fica feliz quando joga numa equipe como o Naça, que tem uma torcida apaixonada, uma diretoria esforçada e dá todas as condições para o elenco fazer o trabalho”.

A voz da experiência

O volante acredita que a união entre os jovens e os mais experientes da equipe, como, por exemplo, ele, levará o Nacional às suas conquistas. “Assim como foi falado na apresentação do elenco, aqui tem jogadores experientes, que conquistaram seus objetivos pelos clubes que passaram. Um elenco de qualidade, com jogadores jovens também, mas que mostraram que honram a camisa do clube que estão defendendo, no caso, hoje o Nacional. Estou confiante. Conheço alguns, mas sei o grupo é forte. Nessa pré-temporada estão todos se esforçando, isso é fundamental para manter o foco”.

Parceria

Uma das principais características do atual elenco azulino é a afinidade entre os jogadores. Muitos deles se conhecem. Já jogaram juntos e hoje estão novamente com a mesma finalidade é o que afirma Cal.

“Um grupo para ser vencedor é necessário, união, e eu conheço alguns jogadores aqui. Sei do comprometimento, principalmente por ter jogador junto. No Asa mesmo tive a oportunidade de jogar com o zagueiro Fabiano, o atacante Rodrigo Dantas, o goleiro Thiago e agora recente o Max Willian. Tenho certeza que a parceira que todos têm uns com os outros vai dar muitas alegrias à torcida do Nacional”.

Vida pessoal

Casado com Francielly e pai de pai de Kawany, Cal revela estar feliz com a família em Manaus. Ele elogia a cidade e espera permanecer por mais tempo. “Eu e minha família estamos felizes. Elas aqui perto de mim, me completa. Gostamos muito da cidade, o povo manauara é acolhedor. Espero poder ajudar no que for preciso com meu dom de jogar futebol e ficar por aqui bastante tempo”. Finaliza.